Análise e orientações
Em setembro de 2026, uma empresa de Chapecó (SC) acordou sem o Instagram.
O perfil comercial, usado para divulgar produtos e falar com clientes, foi derrubado por suposta irregularidade de autenticidade.
Em 1º de outubro, a Justiça mandou reativar a conta em 48 horas. ==A Meta descumpriu, levou multa diária aumentada e só devolveu o perfil em 26 de outubro.
Se você é corretor e usa o Instagram como vitrine de imóveis, essa história é sobre você.
O que mudou: “diretrizes da comunidade” não é mais carta branca
Quem trabalha com redes sociais conhece o roteiro. A conta cai e chega uma mensagem genérica falando em violação das diretrizes da comunidade.
Ninguém explica qual post ou comportamento gerou a punição.
Você recorre dentro do aplicativo. A resposta vem seca: decisão definitiva, sem nova revisão.
Em Chapecó foi exatamente assim. A empresa apresentou recurso administrativo, a conta continuou bloqueada e a plataforma disse que não faria nova análise.
Na Justiça, a história virou.
A decisão reconheceu, em análise inicial, a ausência de justificativa concreta para a suspensão. Também levou em conta a importância do perfil para a atividade comercial da empresa.
Chapecó tem precedente.
Segundo a matéria, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina já decidiu em outros julgamentos que as plataformas não podem simplesmente alegar descumprimento de regras sem apresentar elementos concretos.
O peso é maior quando a conta é usada para atividade profissional.
“Seu perfil comercial é patrimônio do seu negócio. E a lei brasileira continua valendo dentro do aplicativo.”
Agora, o outro lado da moeda. Instagram e Facebook continuam podendo suspender contas.
Eles podem agir contra fraude, perfis falsos e irregularidades. O que a Justiça cobra é transparência, boa-fé e a informação clara do motivo da punição.
Dependendo do caso, além da reativação, pode existir direito a indenização por danos materiais ou morais. Para isso, os requisitos legais precisam estar presentes.
A matemática do corretor: quanto custa ficar 25 dias fora do ar
No caso de Chapecó, foram 25 dias entre a decisão judicial (1º de outubro) e a volta do perfil (26 de outubro). E essa conta ainda ignora o período entre o bloqueio, em setembro, e a decisão.
Traga isso para a sua operação. O cálculo abaixo é exemplo hipotético, não dado da notícia.
Imagine um corretor que gera 10 leads por semana pelo Direct e fecha 1 venda por mês vinda do Instagram, com comissão de R$ 15 mil.
Um mês fora do ar significa cerca de 40 leads que nunca chegaram.E uma comissão que foi parar no bolso do concorrente.
O estrago continua depois que a conta volta. Lead de imóvel tem ciclo longo, e quem chegou no seu Direct hoje pode fechar daqui a 90 dias.
Perder o canal é perder o pipeline dos próximos meses, além das mensagens daquela semana.
Quem vai quebrar a cara é o corretor com 100% da captação no Instagram. Nenhum contato salvo fora do Direct, carteira nunca exportada.
Quem sai inteiro usa o Instagram como vitrine e guarda os dados em outro lugar. Esse corretor perde alcance por alguns dias, mas segue ligando, mandando WhatsApp e fechando.
“Se o seu negócio inteiro morre quando o Instagram cai, você está operando dentro de um perfil alugado.”
Plano de ação: o que fazer hoje, antes do bloqueio chegar
A matéria original é clara sobre as provas que fazem diferença na Justiça. Somando isso à rotina de vendas, o checklist fica assim:
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Prints de tudo: se a conta cair, registre imagens da tela de bloqueio e guarde todas as mensagens enviadas pela plataforma.
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Protocolos guardados: salve cada tentativa de recuperação e cada recurso feito dentro do app. Esse material prova que você tentou resolver antes de ir ao Judiciário.
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Prova de uso comercial: tenha à mão CRECI, CNPJ, anúncios, contratos e conversas que mostrem o perfil como ferramenta de trabalho.
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Leads fora do Direct: todo contato que chegar pelo Instagram vai para o WhatsApp e para o CRM no mesmo dia. Nome, telefone, imóvel de interesse e etapa do funil.
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Canal reserva ativo: lista de transmissão no WhatsApp, e-mail e base própria funcionando antes de qualquer crise.
O quarto item separa profissional de amador.
Se você ainda não tem isso estruturado, comece por entender como organizar seu funil de vendas e tire o seu lead da mão da plataforma.
Para não depender de alguém copiando contato manualmente, vale montar uma automação de atendimento no WhatsApp que capture o lead assim que ele sai do Direct.
Se a conta já caiu
Não aceite a resposta automática como ponto final. Faça o recurso na plataforma, documente tudo e procure um advogado com o material organizado.
O caso de Chapecó mostra que a ordem judicial pode sair rápido. Mostra também que a plataforma pode demorar para cumprir.
Por isso, o canal reserva precisa estar rodando enquanto o processo anda.
O Instagram é a melhor vitrine que o corretor já teve. O seu cliente precisa morar em outro lugar também.





